
“Amadeu de Queiroz – Memória Revisitada”: Faculdade de Letras da PUC-Campinas prepara reedição de obras do autor mineiro
No segundo semestre de 2025, projeto pedagógico de fomento à literatura nacional e à memória regionalista digitalizou e revisou títulos clássicos que estavam fora de circulação.
Um dos nomes mais expressivos do regionalismo brasileiro, o escritor mineiro Amadeu de Queiroz (1870–1955) está sendo redescoberto por uma nova geração de beletristas. Estudantes da Faculdade de Letras da PUC-Campinas finalizaram recentemente a etapa de digitalização e fixação de texto de sete obras do autor, atualmente em domínio público, em um esforço para preservar e difundir um acervo que é patrimônio da literatura nacional.
O projeto, intitulado “Amadeu de Queiroz: Memória Revisitada”, foi desenvolvido sob a orientação do Prof. Dr. João Paulo Hergesel durante o segundo semestre de 2025 e envolveu um rigoroso trabalho de crítica textual e modernização ortográfica. A iniciativa partiu da necessidade de resgatar títulos que, embora fundamentais para a compreensão da cultura caipira e das tradições de Minas Gerais, encontravam-se esgotados ou de difícil acesso ao público geral.
Um acervo em restauração
O trabalho de editoração textual realizado pelos alunos contemplou uma diversidade de gêneros, desde a crônica e o conto até o romance histórico. As obras que compõem o projeto são: Catas, O Intendente do Ouro, Histórias Quase Simples, Os Casos do Carimbamba, A Rajada, João e Memórias dos 7 aos 77. São obras que registram o imaginário popular e o cotidiano regional, mergulhando na história e nos costumes mineiros.
Em cada volume, os estudantes atuaram como editores assistentes, realizando a transcrição dos originais, a revisão técnica e a elaboração de notas explicativas que auxiliam o leitor contemporâneo a compreender termos regionais e arcaísmos preservados pelo valor estilístico do autor.
Ensino e preservação documental
Realizado no âmbito do componente curricular “Revisão de Textos: Esferas Literária e Cotidiana”, o projeto serviu como um laboratório prático de filologia e produção editorial. Atualmente, o material passou pela finalização textual e aguarda as etapas de revisão técnica final e ajustes do projeto gráfico para sua disponibilização.
“Trabalhar com a obra de Amadeu de Queiroz é lidar com a identidade brasileira. Para os alunos, esse contato direto com o texto original e o desafio de prepará-lo para uma nova edição é uma experiência de formação humana e profissional única”, destaca Hergesel.
Com este resgate, a Faculdade de Letras da PUC-Campinas reafirma seu compromisso com a salvaguarda da memória literária, garantindo que a voz sensível e observadora de Amadeu de Queiroz continue a ecoar para os leitores do século XXI.
*Este texto contou com auxílio do modelo de inteligência artificial Gemini para síntese e aprimoramento da clareza textual. Todas as informações nele presentes passaram por revisão humana.
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