
“Lentes do Infinito”: Estudantes da PUC-Campinas utilizam IA Generativa para criar websérie experimental sobre o futuro da humanidade
Iniciativa desenvolvida em 2025 transformou alunos de comunicação em “diretores de algoritmos”, unindo tecnologia de ponta e reflexão crítica em uma antologia audiovisual.
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Como a inteligência artificial (IA) pode deixar de ser uma ferramenta de "cola" para se tornar uma aliada na criação artística complexa? Foi com esse questionamento que o componente curricular “Comunicação e Inteligência Artificial” da Escola de Linguagem e Comunicação PUC-Campinas desafiou 49 estudantes de seis cursos diferentes (Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Letras, Mídias Digitais, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) a produzirem a primeira temporada da websérie experimental "Lentes do Infinito”.
O projeto, realizado no primeiro semestre de 2025, em parceria com o Programa de Experiências Educacionais Inovadoras – Manacás, utilizou metodologias ativas para colocar os alunos no papel de curadores e diretores de conteúdos gerados por máquinas.
Sob a orientação do Prof. Dr. João Paulo Hergesel, a atividade foi estruturada como um Objeto Educacional Digital (OED). Inspirada em produções como Black Mirror e Love, Death & Robots, a série explora, em formato de antologia, as tensões, medos e esperanças da relação entre humanos e tecnologias emergentes.
Do prompt à direção artística
O diferencial da iniciativa foi o foco na "agência humana". Em vez de apenas solicitar textos ou imagens à IA, os alunos precisaram desenvolver a habilidade de curadoria crítica. O processo envolveu a técnica de engenharia de comandos, em que o estudante atua como um diretor estratégico, ajustando as respostas da máquina, corrigindo "alucinações" do sistema e garantindo que o resultado final tivesse coesão narrativa e ética.
“O desafio não foi apenas usar a IA, mas dirigi-la. Os alunos aprenderam que a máquina muitas vezes inventa dados ou não condiz com a expectativa inicial, o que exige um senso crítico apurado e uma participação humana muito mais ativa do que na produção tradicional”, explica o professor Hergesel.
Desafios do mundo real
A produção também serviu como um laboratório sobre a economia da tecnologia. Ao utilizarem ferramentas em modelos freemium (gratuitos com limitações), os grupos precisaram lidar com restrições de créditos e limites de processamento, expondo os entraves práticos e econômicos da democratização da IA no mercado de trabalho atual.
Ao final, os 11 episódios que compõem a temporada demonstram que a tecnologia generativa não substitui o comunicador, mas exige que ele se torne um profissional mais estratégico e multimodal.
O futuro é híbrido
Para a universidade, o projeto consolida o uso das metodologias ativas (Aprendizagem Baseada em Projetos) e do Programa Manacás com a inovação no ensino superior. “Os resultados mostram que o futuro da criação não está em escolher entre homem ou máquina, mas em entender como ambos podem se complementar. O papel do comunicador agora é ser o mestre dessa orquestra digital”, conclui Hergesel.
*Este texto contou com auxílio do modelo de inteligência artificial Gemini para síntese e aprimoramento da clareza textual. Todas as informações nele presentes passaram por revisão humana.
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