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Projeto “Vozes e Letras” da PUC-Campinas une RPG, impressão 3D e realidade imersiva para ensinar o ECA a estudos de escola pública

Iniciativa realizada no segundo semestre de 2025 celebrou os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente transformando leis em jogos e narrativas digitais.

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Transformar a letra fria da lei em aventura, jogo e experiência sensorial. Foi com esse desafio que o projeto de curricularização da extensão “Vozes e Letras”, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), impactou estudantes da rede pública de ensino no segundo semestre de 2025. Celebrando os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a iniciativa utilizou tecnologias de ponta e cultura pop para dialogar com jovens do bairro Campo Belo, em Campinas.

 

Sob a orientação do Prof. Dr. João Paulo Hergesel, docente da Faculdade de Letras e pesquisador do Programa de Desenvolvimento Humano e Integral (PDHI:LA), e supervisão do Prof. Dr. Everton Silveira, coordenador do respectivo Programa, o projeto atendeu alunos do 9.º ano da Escola Estadual Professora Celeste Palandi de Mello. O objetivo foi fugir das palestras tradicionais e colocar o adolescente como protagonista na defesa de seus próprios direitos.

 

“O projeto parte da premissa de que o direito ao brincar não é apenas lazer, mas uma ação afirmativa e uma estratégia pedagógica de proteção integral. Ao utilizarmos a ludicidade, transformamos conceitos jurídicos abstratos em vivências concretas de cidadania”, explicam os professores.

 

De gincanas e Jogos Vorazes à realidade imersiva

As atividades, desenvolvidas por estudantes universitários em parceria com o Programa de Experiências Educacionais Inovadoras (Manacás), dividiram-se em frentes que misturaram artesanato e alta tecnologia.

​​A imersão prática começou com a GincanECA, uma atividade que transformou o campus universitário em um espaço de exploração e descoberta. Munidos de um dado gigante e de um troféu produzidos em impressoras 3D, os estudantes percorreram o território acadêmico participando de um jogo de perguntas e respostas sobre a história e os artigos do estatuto.

Um dos destaques foi a dinâmica baseada na franquia cinematográfica Jogos Vorazes. No tabuleiro “ECA vs. Panem”, os adolescentes assumiram o papel de “Tributos do Conhecimento”, precisando utilizar artigos do Estatuto para combater violações de direitos humanos apresentadas na trama do filme.

A tecnologia da universidade também abriu portas para novas percepções. No ambiente CAVE (caverna digital de realidade virtual), os alunos da escola pública vivenciaram a narrativa imersiva criada com auxílio de inteligência artificial. Em uma projeção 360 graus, eles experimentaram sensorialmente os riscos do consumo precoce de álcool, gerando um debate empático sobre saúde e autocuidado.

Tecnologia que se toca

O projeto também materializou o direito através da manufatura. Na oficina “Fios da Amizade”, os jovens utilizaram impressoras 3D para criar pingentes que simbolizavam artigos da lei — como um livro (educação) e uma casa (convivência familiar) — montando pulseiras que serviram como disparadores para rodas de conversa sobre a realidade social do território.

Já na oficina de RPG (Role-Playing Game), a fantasia serviu como metáfora para a realidade. Em uma aventura onde monstros sequestravam crianças, os alunos precisaram cooperar e tomar decisões para restaurar a segurança, discutindo de forma lúdica o direito à convivência familiar e comunitária livre de violência.

Impacto e legado

Segundo os professores Hergesel e Silveira, a iniciativa, contou com a participação do Conselho Tutelar de Campinas, representado pelo conselheiro Moisés Sesion, na etapa de formação dos universitários envolvidos. Dessa forma, a iniciativa não apenas democratizou o acesso ao conhecimento jurídico, mas também aproximou a universidade da comunidade.

“Os resultados mostram que quando a educação em direitos humanos é mediada pelo afeto e pela tecnologia, o adolescente deixa de ser um ouvinte passivo e se torna um agente de transformação social”, concluem os professores.

*Este texto contou com auxílio do modelo de inteligência artificial Gemini para síntese e aprimoramento da clareza textual. Todas as informações nele presentes passaram por revisão humana.

© by João Paulo Hergesel, 2026.

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